Nova estrada pela frente

09:09 0 Comments »

(...)
Today I don't need a replacement
I'll tell them what the smile on my face meant
My heart was going boom boom boom
Hey, I said, you can keep my things -
They've come to take me home

Volto em janeiro.
Boas festas para todos!

Redação: Do Trânsito (de acordo com uma pedestre)

08:19 Posted In 1 Comment »
Não dirijo por três motivos. Primeiro, não gosto - apesar de adorar ver corridas de Fórmula 1 e acompanhar o rali Dakar. Segundo, não tenho carro - o dinheiro para comprar um bólido foi diversas vezes investido em viagens, e é como eu prefiro.

Terceiro e mais importante motivo: eu detesto engarrafamentos. Mesmo no banco do motorista, há uma hora em que nem a coleção inteira dos Beatles dá jeito no estresse. E quando a coisa chega nesse nível, é compreensível que o ser humano exploda em milhões de pedacinhos. E eu já tenho estresse demais na minha vida, obrigada!

Com o Natal, obviamente vem o trânsito - tanto na cidade quanto em suas saídas para mato ou mar. Lembro de diversos dezembros em que a intrépida família Fagundes, a bordo de seu saudoso e sempre sujo Quantum azul-marinho, descia a serra para passar o Ano-Novo na praia - sempre a dez quilômetros por hora ou menos.

Que aventura! Com quatro crianças em idade escolar no banco traseiro e um toca-fitas que só tinha quatro títulos no repertório (a saber: a coletânea do Paul McCartney, um show ao vivo do Fábio Júnior, a trilha sonora de alguma novela das sete e uma fita gravada em casa com o Abbey Road de um lado e o Help! do outro), era uma prova de coragem seguir viagem. Mas valia a pena, mesmo que a gente demorasse umas cinco horas para chegar.

Mais chato era o trânsito para ir no Mercado Municipal ou, mais tarde na vida, aos shoppings fazer compras. Minha mãe resolve o problema comprando os presentes na primeira semana de Dezembro, mas a comida não tem jeito - toca ser na última semana, como todo o resto da cidade. E dá-lhe buzina, flanelinha, mais buzina... Boa parte dos palavrões que aprendi foram no trânsito de dezembro.

Depois do casamento, vim morar por uns tempos próxima de uma das principais ruas de comércio da cidade - não, não a 25 de Março, que essa aí nem pode ser considerada mais "rua" diante da horda que invade o asfalto. Mas, enfim, faz uma semana que eu não consigo sair do prédio sem dar de cara com um engarrafamento bem na porta. Mesmo à noite, porque tem quem leve os filhos para ver as luzes de Natal nas lojas - e fica andando a dois por hora, com um mundo de estressados buzinando. E eu ouço tudo, porque estou no quinto andar. Mesmo se fechar as janelas, o trânsito me alcança.

Sei que a coisa melhora em janeiro, quando todo mundo debanda para mato ou mar e as ruas ficam desertas. Mas é dureza esperar até lá, com tanto barulho e gente reclamando a seu lado. Então, respire fundo, coloque os fones de ouvido e acione a coleção dos Beatles (ou sua banda preferida). E tente não explodir em pedacinhos - nem você e nem os outros, por favor!

Com um nó na garganta

21:57 Posted In 1 Comment »
Gritamos, reclamamos, lutamos juntos - às vezes contra a vontade, empurrados sabe-se lá em nome de qual Deus. Mas continuamos. E quando partimos, é com um nó na garganta. Mesmo que seja na direção de céus melhores, fica o marejado nos olhos e o desejo de agradecer a chance dada.

Às vezes isso acontece com amigos. Outras vezes, como hoje, com empregos.

Separação amigável, papéis assinados, 13o. e férias devidamente acertadas - e um novo céu se abre debaixo da minha cabeça. Obrigada por tudo, pessoal. E vamos que vamos!

A ditadura do tamanho

21:21 3 Comments »
Então aconteceu que eu precisei comprar um par de calças para as festas de fim de ano e tive que ir ao shopping.

Odeio fazer compras desse tipo, porque sou obrigada a lidar com a ditadura do tamanho das roupas. Mas, sempre otimista, pensei que seria fácil este ano - afinal, fazer ginástica serve para isso também.

Claro que deu problema - descobri, para meu espanto, que as roupas estão encolhendo. As lojas "de grife" hoje em dia vendem calças no. 34 (que mais parecem vindas da seção infantil, mas são feitas para adultas), mas muitas não fazem nada acima de 42. Para achar um jeans 46 que me servisse, visitei seis lojas diferentes.

Claro que eu fiquei enfurecida e deprimida - é prerrogativa das mulheres, ainda por cima das mulheres que detestam fazer compras. Que tipo de adulta saudável, fora a Charlotte Gainsbourg, consegue entrar em calças 34?! Nem que eu virasse uma faquir extremada eu conseguiria emagrecer tanto.

E quer saber a coisa mais bizarra dessa história toda? No dia seguinte, já devidamente deprimida mas precisando comprar a bendita roupa de qualquer maneira, fui a uma loja da Zara - onde experimentei uma calça social 44 que me serviu perfeitamente.

Donde se conclui alguma coisa - eu acho. Ainda estou meio chocada com isso (e com duas calças de tamanhos diferentes guardadas dentro do armário).