Vícios Confessos - Eurovision

12:51 Posted In 0 Comments »
Ontem não teve feriado, mas teve a segunda semi-final do Eurovision - ou Festival Europeu da Canção para os lusófonos. 35 países competindo este ano - culpa da desintegração dos Bálcãs e das ex-repúblicas soviéticas. Chega uma hora em que você não sabe mais quem é quem, até porque a maioria dos candidatos, hoje em dia, canta em inglês. Mas, enfim - é a breguice protocolar e sem tamanho de todas as vezes - um mundo de lantejoulas, strass, coreografias péssimas, figurinos tão péssimos quanto. É para rir e ponto final.

Em alguns momentos chega a ser bem legal, com boa música e uma ou outra coisa menos brega.... E isso me estimula a assistir. Por exemplo, os meus candidatos para este ano, Israel (grandes chances de ganhar) e Portugal (que compete há 40 anos e nunca ganhou). O representante da Grã-Bretanha, pela primeira vez em séculos, tem uma canção decente - mas não ganha nem por decreto, por causa dos votos políticos. Vejamos se eu estou enganada...!

Update domingo de manhã - Me lasquei nas apostas: Portugal ficou em 13o. lugar, Israel em 90. E a Grã-Bretanha em último. Ganhou o cantor da Rússia, com uma canção horrível. A votação foi tão política esse ano que até o público do estádio estava vaiando, para se ter uma idéia. Bah...

Meu problema é que eu gosto do Ney Matogrosso

15:16 Posted In , 0 Comments »
Eu confesso, confesso! Gosto dele, caramba. Pois uma alma que gosta de musicais (como já contei anteriormente) não poderia deixar de admirar um sujeito teatral à enésima potência como ele.

Quando me apresentam cantores ditos "da moda", com suas baladas aguadas, eu não consigo gostar; não adianta, eu já tentei de tudo mas não consigo. E quando me perguntam porque, digo que meu problema é que eu gosto do Ney Matogrosso. Se não tem aquele brilho nos olhos, não consigo ver nem ouvir; sou mal-acostumada que dói, vejam bem.

Hoje eu acordei com Bandoleiro na cabeça. Fuçando por aí, vi que São Youtube tinha em seu alforje, vejam vocês, o clipe-do-Fantástico dessa canção. Descontem tudo o que tem para descontar -- o clipe foi produzido em 1978 e até eu me irrito com a coreografia. Mas confesso que curto tudo nessa música.

E se é mau gosto, eu estou pouco me lixando...!


Vícios Confessos, XII - Doctor Who

06:01 Posted In 2 Comments »

(a camiseta está à venda aqui)

Doctor Who era uma das poucas coisas que eu assistia na TV, na primeira vez que vim para a Anglia. Eu peguei o retorno da série, com Christopher Ecclestone e sua jaqueta de couro no comando da nave TARDIS. Depois o ator desistiu e foi substituído pelo David Tennant, que um amigo meu chama de Doctor The Who -- afinal, o personagem agora se veste como um mod.

Um programa de ficção científica que dura quarenta anos e segue inovador, divertido e assustador não é exatamente algo que você pode ignorar. Viagens no tempo, no espaço, em outros planetas, John Cleese nas participações especiais, Douglas Adams como roteirista no passado, grandes fantasias, grandes maluquices e uma nave que se disfarça como uma cabine telefônica dos anos 1950. O que há para não gostar?

A nova temporada vem aí, de novo com o David Tennant, o Décimo Doutor (e se você não entendeu o título do personagem, eis a explicação). Adivinhe se eu não estou estocando pipoca e preparando as almofadas do sofá...

Vícios Confessos, XI - Caneta-tinteiro

12:52 Posted In 2 Comments »
contei o quanto gosto de papelarias. Agora, mais essa. Depois dos lápis de cor e giz de cera (adoro garatujar com eles, mesmo não tendo nem técnica nem talento para o desenho), parece que agora sofro de fascinação por tintas e penas.

Começou quando adotei o uso de canetas-tinteiro (além da famosa Parker Signet do meu avô, uso no dia-a-dia uma Parker 51, azul com tampa prateada). Esse tipo de objeto demanda cuidado e abastecimento um tanto constante. Só que, ao contrário das Bics, você não precisa se limitar a escolher entre duas ou três cores. Dê uma espiada, por exemplo, no catálogo da J. Herbin, a fábrica de tintas para escrever mais antiga do mundo (desde 1670). É de enlouquecer ou não?

O prolema: não sou calígrafa e uso minha Parker como instrumento de trabalho. Não ficaria bem preencher cheques, relatórios ou questionários com cores tão chamativas. Mas, quer saber? Assim que puder, vou comprar um vidro ou dois de tintas coloridas. A vida é muito curta para ter que escrever em azul-esferográfica.

Vícios Confessos, X - Feiras Livres

14:30 Posted In 0 Comments »
A vida tem dessas coisas - descobri que tem uma feira dois quarteirões para baixo da rua do meu prédio! Fui feliz da vida passear por lá hoje, sentindo os cheiros, vendo as cores das frutas, morrendo de rir com os gracejos dos vendedores.

Parece que a estrutura nunca muda - lá estão as barracas de carnes e peixes com a lona laranja; o vendedor de batatas, alho e cebola; os carregadores de sacolas (mas ninguém mais usa aqueles carrinhos de madeira que eram tão comuns na minha infância); os japoneses da barraca de pastel; o cara que conserta panelas, as barracas de bugigangas, a florista, o cara dos temperos.

E lá estou eu, no meio da rua, corpo de adulta e mente sintonizada na infância. A vida tem dessas coisas.

Vícios Confessos: Liniers

12:53 Posted In 0 Comments »


E a história de como ele assistiu a volta do Soda Stereo (que é grande demais para colocar aqui).
Liniers, desenhista argentino. Todos os dias no La Nacion ou pelo blog AutoLiniers.
Nada mais a acrescentar.

Vícios Confessos, VIII - Fones de ouvido

12:26 Posted In 1 Comment »
CD player, Walkman, iPod, iPobre... Eu já disse antes o quanto amo andar por aí com trilha sonora portátil. Se a distância é maior do que dois quarteirões e vai ser percorrida a pé ou de ônibus, os fones de ouvido vão comigo.

A última vantagem que descobri foi que os fones ajudam a matar o tédio na aula de ginástica. Ao invés de correr ao som daquele bate-estaca chato, agora vou ao som do que eu quero. Dá até para esquecer que estou em uma esteira. Por uns dois ou três minutos.

Vícios Confessos, VII - L'uomino Bialetti

22:54 Posted In 1 Comment »

Se você cresceu ou entrou para uma famiglia italiana de respeito, você já cruzou com esse logotipo na cozinha - o l'uomino (homenzinho) das cafeteiras Bialetti. É um dos símbolos da minha infância.

Sou viciada em café e não me dou bem com as máquinas elétricas. Na minha casa, pelo menos, o processo ainda é o analógico, com a minha muito bem-amada Bialetti no fogão e biscotti nos pires para as visitas.

No fundo, acho que sou mais viciada nas risadas e nas rodas de conversa que o homenzinho me faz lembrar do que no produto propriamente dito...

Vícios Confessos, VI

12:45 Posted In 3 Comments »
Fazer clipes imaginários com as músicas que eu ouço. Com detalhes de edição, ainda por cima.

Nessas horas, eu queria saber desenhar - descrever as cenas não ajuda muito, fico com a impressão de que sempre falta alguma coisa!

Vícios confessos, V

18:47 Posted In 0 Comments »
Papelarias.

Tem algumas que eu preciso ir sem carteira, sem cartão e sem ninguém para pedir dinheiro emprestado, senão abro falência.

E não precisa ser coisa chique. Quer me ver feliz? Me larga na Kalunga - saio de lá mais alegre que perua depois de fazer compra no shopping Iguatemi...e provavelmente com a mesma quantidade de pacotes!

Vícios Confessos, IV

22:02 Posted In 0 Comments »
Comerciais legais sempre me chamam a atenção. Se a trilha sonora é divertida, então, eu sou capaz de guardar a marca para sempre na memória. E cantar junto, sempre que me der na telha (exemplos: no chuveiro, em pontos de ônibus, mentalmente durante reuniões chatas etc).

Abaixo, dois exemplos britânicos, um de 2005 e outro deste ano. Em comum: reclames de montadoras de automóveis cujos jingles ninguém na minha casa consegue mais ouvir sem querer me esganar.





Honda - Hate Something, Change Something




Skoda - Full of lovely stuff

Vícios Confessos, III

10:56 Posted In 1 Comment »
Musicais. Não importa se no palco, no cinema ou só nos CDs. Adoro. Amo. Canto junto. Pago mico, orangotango, King Kong.

Na lista de preferidos: The Phantom of the Opera (inclusive o filme), Les Miserables, Starmania (um dos versos está na epígrafe do blog), Notre-Dame de Paris, The Who's Tommy (já falei sobre o filme aqui), Quadrophenia (o disco e o filme), Sunset Boulevard, Moulin Rouge!.


Eu já morri de vergonha por gostar deles. A mesma vergonha da Beatlemania, do Whooliganismo, do amor pela variété. Ou seja, a vergonha adolescente que não se encaixa no mundo et caetera. Como a gente é besta dos 14 aos 17 anos! Tá certo que tem gente que continua besta depois, mas isso é outra história...

Vícios Confessos, II - De ordem gastronômica

10:56 Posted In 3 Comments »
Chocolate meio amargo.

Pastel chinês no vapor, do restaurante lá em Pinheiros onde eu vou desde criança.

O fusilli com muito molho de tomate lá da Cantina 1020, no Cambuci.

Praticamente todo o catálogo da Di Cunto.

Espiga de milho com manteiga e sal, em lanchonete de beira de estrada.

A salada de batatas que só minha mãe sabe preparar.

***

Não é nem tanto pelo sabor - é pelas lembranças que me trazem.

Vícios Confessos, I

08:24 Posted In 0 Comments »
Eu adoro ler guias de viagem. Afinal, ser mochileiro é antes de tudo ter a cabeça nas nuvens - se não dá para ir no momento, eu posso muito bem viajar de olhos abertos, lendo e me imaginando lá longe, sentada num sofá confortável (ou no chão da livraria, o que é bem mais comum).

Meus guias preferidos são o da série Rough Guides - porque além das descrições turísticas eles dão dicas de música, literatura e cinema do país escolhido. Nada melhor para o espírito do que entrar no clima de uma viagem, ou permanecer nele depois que você volta!